Já era o primeiro dia da festa. Parecia que ninguém tinha planejado nada. A hora se aproxima de comer a refeição da Páscoa. Os discípulos procuram Jesus e perguntam onde ele queria celebrar a Páscoa. Jesus os responde indicando alguém que ia lhes mostrar o lugar para os preparativos.

A refeição foi singela e os discípulos próximos de Jesus. A final da refeição, Jesus tomou o pão partiu e disse “este é o meu corpo que é dado por vós”, e acrescentou “fazei isso em memória de mim” (Mt 26.26-28).

Celebrando a Páscoa dos hebreus, Jesus confere um novo significado. Se a Páscoa era a lembrança do dia em que o Senhor tirou os hebreus do Egito, agora passa a ser a lembrança do dia em que Jesus se ofereceu por nós para a remissão de pecados.

Durante séculos, a igreja cristã discutiu a forma da presença de Jesus na ceia e como devemos celebrá-la. Mas algumas palavras de Jesus e de Paulo me chamam a atenção. Primeiro, Jesus diz que daquele dia em diante ele não mais beberia do fruto da videira “até aquele dia” quando beberá de “novo, convosco no reino de meu Pai” (Mt 26.29). Mais tarde, o apóstolo Paulo diz aos coríntios que todas as vezes que comemos do pão e bebemos do cálice, anunciamos a morte do Senhor até que ele venha (1Co 11.26).

Ao celebrarmos a Páscoa e a ceia não só lembramos e anunciamos a morte de Cristo e o seu perdão, mas nós o fazemos com a presença simbólica de Jesus. Jesus não está partilhando do pão e do cálice. Por isso, a Páscoa também proclama a esperança da vinda de Jesus.

A sociedade moderna, porém, não quer saber de esperar, não sabe aguardar, quer as coisas imediatas. Falar de aguardar até que Jesus venha para desfrutarmos plenamente a presença de Cristo no reino do Pai está fora de cogitação. Assim também a igreja é tentada fazer. Por isso, nossa Páscoa vira uma festa para satisfazer nossos apetites e vontades físicas e espirituais imediatas. E esquecemos da mensagem do Cristo.

Feliz Páscoa.

William Lacy Lane (Billy) - Diretor Acadêmico da FTSA